quarta-feira, 4 de julho de 2012

Vestiu-se a noiva!

Esse semestre no teatro foi tão empolgante!

No começo fomos jogados pr'uma turma de formandos... Mas logo reivindicamos e conseguimos concentrar nosso grupo. Conhecemos nossa diretora: Renata Mazzei, com quem aprendi muito e me surpreendi mais ainda.
Ficamos em dúvida quanto ao texto: As Três Irmãs, Vestido de Noiva ou Homens de Papel. E finalmente um texto que eu votei foi escolhido para nossa montagem... haha. Sério, nunca montei um texto que votei, embora tenha me apaixonado ao longo dos semestres pelos outros. E nessa euforia toda até concordei em cantar =O --' mas isso foi diminuindo ao longo do tempo, of course.
Dividimos os personagens e começamos os ensaios. Cada sábado uma cena nova, uma risada nova, um estresse novo. Normal para uma turma tão unida! (sim, nós somos exemplos de união)
E assim, num processo bem intenso, cansativo, árduo e feliz, finalizamos nosso trabalho. E o resultado?
UMA PEÇA LINDA, BEM DESENHADA E BEM CONTADA, UMA PLATEIA EMOCIONADA, ATRAENTE E LOTADA (sim, tinha gente chorando, sentada no chão e em pé). Graças ao nosso conjunto, atores (Bru Necka, Daniele Sexycarelli, Davidson Banner, Franklin Roosevelt, Eleni Grecolopoulos, Erick Campos, Julia Migué, Juliana do Pandeiro, Lordy Voldemorty, Marília de Dirceu, Sandra Muamba e Vinicius Alvinegro), diretora (Renata Mazzei), diretora musical (Nani Barbosa) e assistente de direção (Juliana Abeid) pudemos realizar um espetáculo digno de reapresenta.
Foi um semestre e apresentações muito importantes para mim, vocês não tem ideia. Saber que é isso mesmo que me dá força pra seguir em frente, que me motiva e que me completa - graças a vocês.
Toda força pra estar no palco deve-se a vocês! Obrigada por me aguentarem, me suportarem!

EU PRECIIIIIIISO DE VOCÊS s2



quinta-feira, 14 de junho de 2012

Terra-Fogo-Água-Ar

Como a vida é irônica.

A gente acha que aguenta tudo, que é super forte, que é a super mulher. Que depois de certos acontecimentos tudo que nos ocorrer, iremos suportar fácil e que nenhum problema pode ser maior do que o que já tivemos. Engano seu, meu, nosso!
Às vezes não importa o quanto a vida já tenha atrapalhado sua felicidade, sempre ela pode piorar. Não basta um chacoalhão, precisa de um furacão mesmo. Te fazer entrar num redemoinho e te lançar pra uma areia movediça, sem fundo aparente. E isso é um círculo vicioso. Só para no fim. E o fim parece muito distante, embora tão perto.

MEDO. De ter medo. De ser medo. Me-do.
Tô numa encruzilhada. Preciso descobrir o que tenho, se é grave ou se é susto. Mas pra que saber? A dúvida, hoje, não me parece impertinente. Parece muito sensata, se quer saber. É melhor somente eu sofrer as consequências do que levar outras pessoas pro abismo comigo. Com a dúvida, não. Com a dúvida, se não tiver algo, todos viverão sem saber que tive essa dúvida; se tiver algo, eu não terei certeza, logo não terei porque afirmar algo que não é concreto, ninguém fica sabendo, só no fim. Mas aí, isso iria chegar mesmo. Só adiei a tristeza. E nisso, meu bem, eu não vejo nada errado.



eu sei, pareço louca... e sou mesmo!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Vamos "estreiar" com raça e com o coração (yn)

Hoje é nossa primeira apresentação de Édipo, a estreia caralho!!! Minha primeira apresentação fora do Macu. Tive muuuuito conhecimento absorvido, sobre o que realmente quero, o quanto me dedico, se estou forte para continuar... enfim. Eu quero fazer e fazer direito, dar certo mesmo, energizar o público com tudo que essa peça tem pra passar. Mas tem uma coisinha aqui dentro de mim que está "morta". Que já não me faz mais sentir toda aquela vibração, todo aquele frio na barriga. Essa partezinha em mim parece quando um demônio entra na pessoa em Supernatural: você tá ali, mas não consegue tomar conta de si, não consegue expressar suas vontades, só aquele "demônio" que controla suas atitudes, mas você vê e sabe de tudo que está fazendo, sem ter condições de mudar aquilo.
Mas ainda tenho aquela vontade de estar lá, pq apesar de ter sido um semestre estático em minha vida, eu ainda quero isso... e vou fazer! Só preciso encontrar meu eixo.
Assim, convido a todos para irem em alguma dessas sextas-feiras no teatro Commune as 21:30hrs assistir Édipo, dando aquela força e energia positiva, pois quem dá motivação realmente é a plateia. E eu nunca pude reclamar da minha, são tudo de mais precioso. Sempre me apoiando, mesmo eu sendo louca, impulsiva e inconstante. É por vocês minha dedicação e força de hoje, e do resto dos meus dias.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

The Stranger

Não quero bater sempre na mesma tecla. Mas fazer o que se respiro isso, vivo isso, só penso nisso.
E o mais engraçado (se é que posso usar esse adjetivo) é que nem parece que fui parte de tudo isso.
Sinto como se fosse apenas a garota que perdeu metade da família. Só. Não parece que estive naquele acidente, não me sinto como se tivesse sofrido qualquer dano físico. É surreal véi. Lembro de cada detalhe. Mas lembro de cada detalhe de vários filmes. Parece que eu estava ali, como expectadora. Observando tudo. Mas não lá dentro, vivenciando aquilo. Isso tá me incomodando há dias. É uma sensação confusa, estranha. Afinal, como pode, de 4 pessoas que estavam ali, 3 morrerem e uma sobreviver sem nenhum dano físico, sem nadinha, estar inteira aqui como se não tivesse lá?! Maaaaano, que dor de cabeça.

YOU SHOULD KNOW BY NOW, YOU'VE BEEN THERE YOURSELF.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Luto, um verbo feito pela maior guerreira de Deus!

Hoje me sinto zerada, ignorante!

Não adianta eu entender que nossa hora de vir e ir já estão marcadas, porque hoje eu só queria mudar isso! Não adianta saber que os que se foram estão muito bem e continuarão cuidando de mim e dos que restaram na terra, eu quero o corpo físico, o toque que sei lá quanto tempo pode demorar para tê-lo novamente. Eu quero ver, sentir, ouvir como antes... eu não consigo ouvir e vê-los desse novo jeito.

Uma vez, há não muito tempo atrás, precisamente há 20 dias me pediram para ter força... pois bem, eu tirei toda a força que poderia de dentro de mim e me portei como me pediram. Me pediram para sorrir e viver minha vida como antes... eu com todo o esforço que podia sorri e recomecei minhas atividades. Me pediram para cuidar dos que ficaram, eu tentei... se consegui, acho bem difícil saber, na minha opinião? não, eu não consegui, MAS EU JURO QUE TENTEI.
Hoje, me pedem tudo isso e muito mais... e sinceramente: VÃO PRA PUTA QUE PARIU! Pedir isso, hoje, é muito injusto, muito desumano. Eu não aguento ninguém me dizendo como tenho que ser e agir.

É claro que sei que minha irmã precisa de mim... não é fácil dar a notícia pra ela e ainda ouvir: nossa família tá desmoronando, tá sendo destruída! 

E pensando bem, está mesmo! Eu fico me perguntando: quem será a próxima pessoa que amo que vai morrer? Eu tenho medo! Muito medo!

EU NÃO SOU FORTE E HOJE MAIS DO QUE NUNCA EU SEI DISSO.
Eu só quero o colo daquela que nesta vida terrena, nunca mais me dará. Sem isso, eu não vejo o que vale a pena, todos os sonhos, todos os esforços não adiantam de nada.

E antes de alguém me dizer que estou sendo pessimista... estou mesmo! 

Perdi materialmente a pessoa que mais amo nessa vida, que apesar das longas discussões e brigas, tinha o coração sempre pronto pra me amar, sempre querendo ver o melhor de mim e me empurrando pra frente sempre da melhor maneira possível, fazendo esforços que ninguém pode imaginar, sendo sempre os filhos na frente de sua vida, tendo uma força que nenhum ser meramente humano alcançou pra poder batalhar as guerras que esta vida lhe deu, ensinando (não só a arte) mas qualquer coisa que lhe perguntassem, estando radiante a cada dia, mesmo com as dificuldades no mais altíssimos grau, e essas estiveram bem presentes, mas mesmo assim lidou e driblou-as, ensinando e semeando sempre esse grande amor que tinha não só por mim, mas para com todos que necessitavam. Você mãe, foi e continuará sendo a imagem de MULHER PERFEITA, mãe dedicada, mulher sábia, um gênio, inteligente, sempre preparada para tudo, disposta a aprender o novo, com o coração puro, tinha seus momentos de fraqueza? claro que sim, mas que você superou e que se for pra lembrar de você, esses momentos nunca serão lembrados... afinal, você deu muito mais do amor do que de qualquer outra coisa. Me desculpe por não realizar os seus sonhos, por não te levar pra onde queria, por não ter sido a filha boa que você queria, por não ter nem feito a sua vontade no como morrer. Mas com todas minhas inúmeras falhas, eu nunca deixei de te amar, espero que você lembre sempre disso e possa me visitar quando quiser, mas por favor, me deixando sentir sua presença e quem sabe até, te ver e conversar.

Só peço a Deus para que me dê essa força que todo mundo está me pedindo e me ajude a segurá-la e saber usá-la. Porque por enquanto, a dor é muito grande para que eu aprenda isso sozinha, se é que sozinha eu vou aprender algo. 


EU TE AMO MINHA GATONA, desculpa por tudo: meus erros, minhas palavras ou meus silêncios, minhas ausências e meus egoísmos, e saiba sempre que você foi muito amada e fará a maior falta do mundo que eu não queria sentir. Espero mesmo que Deus saiba o que fez, porque eu não sei... só acho que nossa relação aqui deve ter sido firmada, porque você sempre dizia que vendo nossas relações das outras vidas como foram, ou nos resolveríamos nesta vida aqui ou teríamos que voltar. Vai com Deus, encontre seu filho, sua mãe, seu pai, sua avó e esteja sempre na Luz. Brinque bastante com todos eles e seja feliz! É o que mais quero! "UM DIA A GENTE SE ENCONTRA, O MUNDO NÃO É SÓ AQUI" tenho fé!

"Não há vento ou tempestade que te impeçam de voar."

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Dá licença... Prazer blog =)

Na boa véi? Criar isso pode ter sido uma grande perda de tempo. Mas tô aqui aflita e preciso de algo que ocupe meu tempo. E li no facebook de alguém que fazer um blog realmente distrai e você nem vê a hora passar. TOMARA!

Não sei nem se vou continuar escrevendo aqui, na verdade... não faço ideia de nada que me acontecerá nesses próximos minutos, nessas próximas horas. A vida muda completamente num piscar de olhos (sem exageros).



E agora cá estou: com o coração na mão, nervosa, sem saber o que fazer ou o que pensar. A vida pode nos pregar muitas peças, mas o que prega mais peças em mim é meu próprio (in)consciente. E eu tenho tanto medo desses meus pressentimentos/sextos sentido/ premonições, seja lá o nome que cada um dá. 


Escrever sempre me fez bem, afinal... nunca fui de falar nada. Por mais engasgado que aquilo esteja (seja bom ou ruim)! Mas escrever é como terapia, não falo nada, ninguém me vê, e muitas vezes ninguém nem lê o que escrevi. Mas já basta! Basta porque eu coloquei para fora... e depois posso apagar aquelas escritas e não me sentir mal pelo resto do mundo (ou o resto dos meus amigos/familiares) nunca saberem o que se passa dentro dessa loucura que chamo de EU.


Mas criando essa jossa aqui eu não vou apagar... quem quiser ler, fica a vontade =) Não vai acrescentar nada pra ninguém, mas é uma forma das pessoas que gostam de mim e que reclamam que eu nunca conto nada, nunca falo nada... me conhecerem ou tentarem me conhecer profundamente. O que eu realmente tenho medo, estou num momento em que prefiro que as pessoas não me conheçam. Eu não sou nada bonita, já fiz coisas que não me orgulho, mas eu juro que tento ser melhor. 


Às vezes você me pergunta, porque é que eu sou tão calada, não falo de amor quase nunca, nem fico sorrindo ao teu lado.


Essa música realmente é FODA!


Bom, sei lá, sei lá e sei lá... sim, essas últimas palavras aqui me definem mais do que qualquer frase. SOU A INDECISA MEMO!




XOXO =)